O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) fez um pedido formal, no dia 20 de janeiro, para que o TCU investigue supostas irregularidades relacionadas a um esquema de créditos de carbono envolvendo a família de um empresário ligado ao Banco Master. A solicitação enfatiza a importância de averiguar operações financeiras que podem ter se baseado em créditos de carbono fictícios e o uso indevido de terras públicas na Amazônia.
Na representação, o subprocurador-geral do MPTCU, Lucas Rocha Furtado, ressalta que é crucial que o TCU examine a conformidade das operações com a Lei 15.042, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil. A investigação aponta que o pai e a irmã do empresário financiaram um projeto de créditos de carbono sem lastro real, avaliando um montante de R$ 45,5 bilhões, o que levanta sérias preocupações sobre a legalidade e a ética do empreendimento.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, Furtado solicita medidas para responsabilizar administrativamente, civilmente e penalmente os envolvidos. Além disso, ele requer que a representação seja encaminhada ao ministro da Justiça e ao presidente do Congresso, sugerindo um desdobramento que pode implicar em ações legislativas e judiciais contra os principais atores do caso.

