Inadimplência no agronegócio brasileiro chega a 8,3% no terceiro trimestre

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

A inadimplência no setor agrícola do Brasil atingiu 8,3% da população rural no terceiro trimestre de 2025, com um aumento de 0,9 ponto percentual em comparação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Serasa Experian. Este crescimento evidencia a crescente pressão financeira sobre os produtores, que enfrentam um ambiente caracterizado por altos custos e um crédito cada vez mais seletivo, refletindo a fragilidade do setor.

Na comparação com o trimestre anterior, o aumento foi de apenas 0,2 ponto percentual, sugerindo uma desaceleração no ritmo de crescimento da inadimplência. Os dados indicam que 7,3% da população rural está com dívidas junto a instituições financeiras, enquanto dívidas relacionadas diretamente ao agronegócio representam apenas 0,3% do total. A análise regional mostra disparidades significativas, com o Rio Grande do Sul apresentando a menor taxa de inadimplência, em contraste com o Amapá, que lidera com 19,8%.

Os valores médios das dívidas também são preocupantes, com a média entre os inadimplentes alcançando R$ 100,5 mil. O aumento da inadimplência, especialmente entre produtores mais jovens e sem registro rural, sugere um cenário de vulnerabilidade financeira que pode impactar a estabilidade do agronegócio. O head de agronegócio da Serasa, Marcelo Pimenta, ressalta a importância de uma gestão de risco eficaz para garantir um setor mais saudável e sustentável, destacando a necessidade de ferramentas que ajudem na mitigação de riscos financeiros.

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