Os últimos 30 mil orelhões, conhecidos telefones públicos, serão desativados em todo o Brasil até o final de 2028. Inaugurados em 1972, esses dispositivos têm seu design atribuído à arquiteta Chu Ming Silveira e foram uma parte marcante da infraestrutura de telecomunicações do país. Com a conclusão dos contratos de concessão em 2025, surgiram discussões sobre a modernização e sustentabilidade do sistema de telefonia pública.
A Anatel está promovendo um plano de universalização que prevê a extinção gradual dos orelhões, priorizando a expansão da banda larga. As concessionárias, incluindo a Oi, que enfrenta dificuldades financeiras, estão buscando alternativas para adaptar seus serviços. Apesar da desativação, aproximadamente 9 mil orelhões permanecerão ativos em locais sem sinal 4G até 2028, garantindo alguma cobertura em áreas carentes.
A transformação do sistema de telefonia pública representa um marco na evolução da comunicação no Brasil. A mudança para um regime de autorização privado deve estimular investimentos em infraestrutura de telecomunicações, como fibra óptica e antenas 4G. Essas ações visam não apenas a modernização, mas também a inclusão digital em regiões que ainda dependem dos orelhões para comunicação básica.

