O Reino Unido e a República de Maurício reafirmaram, em 20 de janeiro, seu acordo sobre a devolução do arquipélago de Chagos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descrever o pacto como ‘uma grande estupidez’. A restituição, que segue anos de negociações, ocorre sob a condição de que uma base militar conjunta britânico-americana permaneça na região, destacando a importância estratégica do local.
Após uma mudança de postura, Trump criticou a decisão britânica, que havia recebido apoio inicial da administração americana. Em resposta, um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu que o acordo assegura a operação da base em Diego Garcia por várias gerações, sendo reconhecido por aliados como Estados Unidos, Austrália e outros membros da aliança Five Eyes.
O acordo, que estipula um pagamento significativo ao governo mauriciano, enfrenta resistência da oposição britânica, que questiona os termos financeiros envolvidos. Com a Corte Internacional de Justiça recomendando a devolução em 2019, a situação de Chagos permanece um tema delicado nas relações entre o Reino Unido e Maurício, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos.

