O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi acionado pelo senador Eduardo Girão para investigar a suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura fraudes envolvendo o Banco Master. O senador argumentou que existem possíveis conflitos de interesse, considerando que familiares de Toffoli estão associados a negócios com os investigados. A denúncia foi formalizada em 14 de janeiro de 2026, e a PGR ainda não se manifestou sobre o pedido.
A situação se agrava com a revelação de que o cunhado do banqueiro investigado possui participação em um resort cujo valor de mercado é expressivo. Girão destacou que as relações comerciais entre os familiares de Toffoli e os envolvidos no escândalo levantam sérias questões sobre a imparcialidade do magistrado. O senador também criticou a determinação de Toffoli de que os itens da operação fossem enviados ao STF sem análise prévia pela Polícia Federal.
A pressão sobre Toffoli aumenta à medida que parlamentares exigem que ele se declare impedido ou que o STF o avalie como suspeito. As regras sobre suspeição e impedimento, contidas nos Códigos de Processo Penal e Civil, apontam para a possibilidade de afastamento do ministro devido a vínculos com os investigados. Apesar do clamor por uma resposta, a PGR permanece em silêncio, o que alimenta a tensão em torno do caso.

