O Brasil exportou 40,04 milhões de sacas de café em 2025, uma redução de 20,8% em relação a 2024. No entanto, a receita gerada com essas exportações atingiu um recorde de US$ 15,586 bilhões, um aumento significativo de 24,1%. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026.
A queda no volume exportado era esperada devido ao clima e à redução dos estoques após um ano anterior de embarques recordes. O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirmou que a diminuição nas exportações foi também influenciada pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. Apesar da queda nas vendas, a receita se beneficiou de preços mais altos e de investimentos em qualidade por parte dos cafeicultores brasileiros.
A Alemanha se tornou o principal importador do café brasileiro, mesmo com uma queda nas vendas para o país, seguida pelos Estados Unidos, que passaram a ocupar a segunda posição. O café arábica foi a espécie mais exportada, representando 80,7% do total. A situação atual pode impactar a dinâmica do mercado de café, especialmente em relação às tarifas e à competição internacional.

