Haddad aponta juros como causa da dívida pública e defende redução da Selic

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em entrevista ao programa UOL News nesta segunda-feira (19), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o problema da dívida pública no Brasil decorre dos altos juros reais, e não do déficit fiscal. Haddad informou que, nos últimos dois anos, o déficit primário foi reduzido em 70%, e destacou que as metas para o atual ano são ainda mais exigentes em comparação aos anos anteriores. Segundo ele, a taxa Selic, atualmente em 15%, poderia ser reduzida, considerando a situação econômica do país.

O ministro também elogiou a atuação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, em lidar com questões complicadas, como o escândalo do Banco Master. Haddad sugeriu que o Banco Central amplie suas responsabilidades regulatórias, assumindo a fiscalização dos fundos de investimento, que atualmente está a cargo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa mudança, segundo ele, é necessária para que o BC tenha um controle maior sobre a intersecção entre fundos e finanças, impactando a contabilidade pública.

Além dos assuntos financeiros, Haddad comentou que a economia não será um fator decisivo nas próximas eleições presidenciais, destacando que temas como segurança pública e combate à corrupção estão em evidência nas preocupações da população. Ele também afirmou que não pretende se candidatar a qualquer cargo público nas próximas eleições, embora tenha discutido essa questão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa declaração reflete uma posição cautelosa em relação ao futuro político do ministro.

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