O México, liderado pela presidente Claudia Sheinbaum, continua a enviar petróleo a Cuba, mesmo sob intensa pressão dos Estados Unidos. Com a interrupção do fornecimento venezuelano no início de dezembro, a ajuda mexicana se tornou vital para a ilha, que enfrenta uma crise grave, exacerbada pela falta de recursos energéticos e a possibilidade de uma emigração em massa.
Desde 2023, o México tem fornecido petróleo a Cuba através da Gasolinas Bienestar, uma filial da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex). Apesar dos alertas sobre os riscos de ignorar o embargo americano de longa data, Sheinbaum defende a autonomia do México em decidir sobre seus recursos naturais, argumentando que as exportações são feitas sob contratos ou como ajuda humanitária. Contudo, essa estratégia pode afetar negativamente as relações comerciais entre os dois países, especialmente dentro do contexto do T-MEC.
A situação em Cuba é crítica, com apagões frequentes e uma infraestrutura energética debilitada. Especialistas alertam para o risco de uma crise humanitária que poderia resultar em uma nova onda de migração, complicando ainda mais a situação no México. A presidente prometeu esclarecer como Cuba está pagando pelo petróleo, mas até o momento, essa informação permanece obscura, gerando incertezas sobre o futuro das relações entre os países.

