Críticas surgem após divulgação de resultados do Enamed pelo MEC

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Associações que representam instituições privadas de ensino superior levantaram preocupações sobre os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados em 19 de janeiro de 2026. Entre as críticas, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) apontou divergências entre os dados reportados em dezembro e os números recentes, especialmente no que tange ao percentual de estudantes proficientes. A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) também se manifestou, criticando a condução do MEC e do Inep na avaliação, que resultou na aplicação imediata de penalidades às instituições de ensino.

A Abmes argumenta que a primeira edição do Enamed, realizada em outubro de 2025, ocorreu sem a divulgação prévia de critérios de avaliação, comprometendo a previsibilidade e a transparência no processo. Segundo a associação, a atribuição de efeitos punitivos na edição inaugural do exame pode gerar instabilidade regulatória e insegurança jurídica para as instituições e seus alunos. A entidade pediu que os resultados fossem tratados como um diagnóstico inicial, visando aprimorar futuras edições do exame, sem aplicar penalidades de forma abrupta.

O ministro da Educação, Camilo Santana, comentou a repercussão dos resultados e assegurou que as medidas cautelares não visam prejudicar os alunos. Ele enfatizou a necessidade de garantir que as instituições reflitam sobre a qualidade da infraestrutura e dos métodos de ensino. Apesar das críticas, a avaliação indicou que 243 dos 351 cursos avaliados obtiveram desempenho satisfatório, com pelo menos 60% dos alunos considerados proficientes.

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