O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (19) que haverá total transparência nas investigações do acidente ferroviário que ocorreu no domingo na Andaluzia. O desastre envolveu a colisão de dois trens e resultou em pelo menos 40 mortes, com as operações de resgate ainda em andamento para localizar possíveis vítimas entre os destroços. O acidente, que deixou também mais de uma centena de feridos, aconteceu perto de Adamuz, cerca de 200 km ao norte de Málaga.
As circunstâncias do acidente permanecem envoltas em mistério, com especialistas questionando as causas. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que a falha humana está praticamente descartada, e que não parece haver problemas relacionados à velocidade, já que os trens estavam operando dentro dos limites permitidos. O acesso aos vagões danificados é um dos principais desafios para determinar o número final de vítimas, e um guindaste foi mobilizado para ajudar nas operações de resgate.
A tragédia gerou comoção na Espanha, levando o governo a declarar três dias de luto oficial. A família real também planeja visitar a região para prestar condolências. As operações ferroviárias entre Madrid e a Andaluzia foram suspensas, e a normalização desses serviços pode levar semanas, ressaltando o impacto significativo da catástrofe nas comunidades afetadas.

