O exército sírio foi destacado no dia 19 de janeiro de 2026 para ocupar regiões que estavam sob o controle de curdos, após um acordo que promete alterar drasticamente o equilíbrio de poder na área. O governo interino, sob a liderança de Ahmed al Sharaa, tenta estabelecer sua autoridade após a deposição de Bashar al Assad, em um contexto marcado por tensões e possíveis confrontos. O pacto foi um desdobramento de meses de negociações complexas entre as partes envolvidas.
O acordo, que possui 14 pontos, prevê a integração das forças curdas ao Estado sírio e a entrega das províncias de Deir Ezzor e Raqqa ao governo central. No entanto, a implementação do pacto enfrenta desafios, como demonstrado pelos recentes confrontos que resultaram na morte de soldados sírios. Os líderes curdos, como Mazloum Abdi, tentam evitar uma guerra mais ampla, mas a situação permanece volátil e incerta.
As implicações desse movimento são significativas, pois refletem a fragilidade da autonomia curda e a capacidade do governo interino de governar eficientemente. O avanço das forças sírias levanta dúvidas sobre a viabilidade do acordo de cessar-fogo e a estabilidade na região. Com a população local clamando por melhorias nas condições de vida, a expectativa é que o governo consiga oferecer segurança e os serviços básicos necessários à população.

