O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, declarou nesta segunda-feira (19) que haverá ‘transparência absoluta’ nas investigações sobre o acidente ferroviário que causou a morte de pelo menos 40 pessoas em Adamuz, na Andaluzia, no domingo. A colisão envolveu dois trens, resultando também em mais de 120 feridos, com 41 pessoas hospitalizadas. O número de vítimas pode aumentar, conforme as autoridades locais continuam a busca pelos desaparecidos.
Durante coletiva de imprensa, o presidente da região, Juan Manuel Moreno Bonilla, detalhou que o acesso a dois vagões que caíram de um trecho elevado é um dos principais obstáculos para determinar o número exato de mortos. As investigações preliminares indicam que um trem da operadora privada Iryo descarrilou e colidiu com um trem da companhia pública Renfe. As causas do acidente ainda são desconhecidas, embora a falha humana tenha sido descartada como um fator provável.
A tragédia provocou comoção em toda a Espanha, levando o governo a declarar três dias de luto oficial. A família real planeja visitar a região para prestar condolências. As autoridades prometem uma investigação minuciosa, uma vez que o acidente ocorreu em um trecho que havia sido recentemente renovado, gerando preocupações sobre a segurança ferroviária no país.

