O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou nesta segunda-feira, 19, que apresentou uma proposta ao governo para expandir o perímetro regulatório do Banco Central. A proposta sugere que a regulação e fiscalização de fundos, atualmente sob a responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sejam transferidas para o Banco Central. Essa mudança busca fortalecer o controle sobre o mercado financeiro e evitar fraudes.
A discussão sobre a ampliação do regulatório surge em um contexto de investigações da Polícia Federal relacionadas a fraudes financeiras, especialmente a operação Compliance Zero, que atingiu o Banco Master. Haddad enfatizou a importância de que o Banco Central exerça um papel mais abrangente na supervisão dos fundos, argumentando que a intersecção entre finanças e contabilidade pública é significativa e exige maior vigilância.
Além da proposta, Haddad mencionou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e outros ministérios, como o da Gestão e Inovação e a Advocacia-Geral da União, estão envolvidos nas discussões. Essa iniciativa não apenas visa um controle mais rigoroso do setor, mas também pode impactar a estrutura regulatória do mercado financeiro brasileiro a longo prazo.

