O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou em 19 de janeiro que a decisão sobre sua participação nas eleições de 2026 será tomada em diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante essa conversa, que ele descreveu como uma “conversa de dois amigos”, Haddad expressou sua resistência em se candidatar, apesar da pressão para concorrer ao Senado ou ao governo de São Paulo.
Em uma entrevista ao UOL, o ministro relembrou momentos em que já negou pedidos de candidatura feitos pelo presidente Lula. Haddad mencionou que, em oportunidades passadas, como na eleição municipal de 2020, ele optou por não se candidatar, mesmo diante de incentivos do presidente. Essa postura reflete sua cautela em relação ao cenário político atual e suas ambições futuras.
Haddad pretende deixar o cargo no início deste ano, antes do prazo de desincompatibilização em abril, para que seu sucessor possa assumir a função e lidar com questões orçamentárias desde o início. O secretário-executivo Dario Durigan é considerado o favorito para sucedê-lo. Essa movimentação dentro do governo pode influenciar a dinâmica política em São Paulo e no cenário nacional.

