A China anunciou nesta segunda-feira (19) que o crescimento econômico de 2025 foi de 5%, um dos menores índices das últimas décadas. Este resultado ocorre em meio a um cenário de consumo interno fraco e uma crise no setor imobiliário, refletindo os desafios enfrentados pela segunda maior economia do mundo. As autoridades haviam estabelecido uma meta de crescimento de ‘em torno de 5%’ após uma expansão semelhante em 2024.
Analistas destacam que, embora o crescimento tenha sido impulsionado principalmente pelas exportações, ele oculta as fragilidades internas da economia. O comércio varejista, que é um indicador crucial do gasto interno, cresceu apenas 0,9% em dezembro, o menor nível desde a pandemia de covid-19. O governo chinês, em resposta à desaceleração, está implementando políticas para estimular o consumo, incluindo a flexibilização de sua política fiscal.
As projeções para o futuro indicam que o crescimento em 2026 pode ser ainda mais desafiador, conforme as tensões comerciais com os Estados Unidos e a diminuição dos subsídios ao consumo. A produção industrial mostrou um crescimento modesto, e as autoridades reconhecem a necessidade de ajustar as políticas para atender às demandas do mercado. A economia chinesa enfrenta um cenário incerto, exigindo medidas eficazes para revitalizar o consumo e sustentar o crescimento.

