Nas eleições presidenciais de Portugal, realizadas no último domingo, o candidato socialista António José Seguro obteve 31% dos votos, liderando o primeiro turno, enquanto o ultradireitista André Ventura, do partido Chega, recebeu 24%. Sem nenhum candidato alcançando mais de 50%, um segundo turno será realizado no dia 8 de fevereiro, onde os dois se enfrentarão diretamente.
O resultado das eleições evidencia um cenário político cada vez mais fragmentado no país, com a ascensão da ultradireita e o descontentamento dos eleitores com as opções tradicionais. O Partido Socialista, ao qual Seguro pertence, é considerado de centro-esquerda, e seu candidato procura atrair os votos da esquerda moderada. A presença de Ventura, que critica a imigração, reflete uma mudança nas prioridades políticas de uma parte significativa da população.
Com mais de 11 milhões de eleitores aptos a votar, a eleição presidencial em Portugal é essencial, embora a presidência tenha um caráter majoritariamente cerimonial. A disputa entre Seguro e Ventura pode sinalizar mudanças significativas no futuro político do país, especialmente se a ultradireita continuar a ganhar espaço e influência nas próximas eleições.

