A polícia da Guatemala conseguiu libertar, neste domingo (18), os reféns de uma das prisões onde membros de gangues estavam amotinados. O motim foi motivado pela transferência de líderes das gangues para um presídio de segurança máxima. As gangues envolvidas, Barrio 18 e Mara Salvatrucha, são acusadas de diversos crimes e são consideradas organizações terroristas tanto pelos Estados Unidos quanto pela Guatemala.
As autoridades tomaram o presídio Renovación I, localizado em Escuintla, a cerca de 75 km da Cidade da Guatemala, onde nove agentes penitenciários eram mantidos como reféns. A operação, que contou com o apoio do Exército, incluiu o uso de gás lacrimogêneo e resultou na recuperação dos reféns em um curto espaço de tempo. A polícia também anunciou a neutralização de um dos principais líderes da gangue Mara 18, conhecido como ‘Lobo’.
No entanto, as gangues ainda mantêm 28 reféns em outro centro prisional, evidenciando a continuidade da crise nas penitenciárias do país. O governo, por meio do ministro do Interior, reafirmou que não cederá às demandas dos presos por condições mais favoráveis. A situação ressalta a complexidade do sistema penitenciário guatemalteco e os desafios enfrentados pelas autoridades na luta contra a criminalidade organizada.

