Direita sul-americana ganha força e coloca Lula em xeque nas eleições

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se vê diante de um novo cenário político na América do Sul, onde o prestígio da direita cresce em detrimento de antigos aliados de esquerda. Com a aproximação das eleições de 2026, Lula observa mudanças significativas na avaliação de líderes sul-americanos, como Milei na Argentina, enquanto suas próprias alianças estão em crise. Esse contexto apresenta desafios para a reeleição do petista, que precisa reagir às novas dinâmicas políticas da região.

Desde o início de seu terceiro mandato, Lula testemunhou a perda de poder de líderes de esquerda em países como Argentina, Bolívia e Chile, enquanto a oposição se fortalece. A reação popular à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, pode ser um fator que favoreça Lula, ao apelar ao sentimento de soberania nacional. Pesquisas recentes indicam uma avaliação negativa crescente de Maduro entre os brasileiros, evidenciando a mudança de percepção sobre lideranças estrangeiras.

A polarização política na América do Sul reflete não apenas um desafio para Lula, mas também uma oportunidade para mobilizar seu eleitorado em torno da defesa da soberania. Com a direita emergindo como uma força relevante, a dinâmica eleitoral de 2026 deve incluir debates mais intensos sobre política externa. O desenrolar dessa situação poderá redefinir não apenas a trajetória política de Lula, mas também as relações do Brasil com seus vizinhos sul-americanos.

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