Activistas da página Samba Abstrato levantam críticas ao uso de perucas e penteados afro por foliões brancos durante o carnaval, chamando essa prática de ‘blackface de cabelo’. Eles destacam que, assim como as fantasias de ‘nega maluca’ e de ‘indígena’, essa apropriação e ridicularização das identidades raciais são inadequadas e racistas. A discussão é parte de um esforço contínuo para sensibilizar a sociedade sobre o racismo embutido nas tradições festivas do Brasil.
Por meio de uma abordagem cômica e satírica, a Samba Abstrato expõe como o carnaval tem sido o palco de um embranquecimento que marginaliza a cultura negra. A escolha de mulheres brancas como passistas, muitas vezes sem habilidade para o samba, reforça estereótipos prejudiciais. O movimento não apenas critica a superficialidade das fantasias, mas também busca resgatar a verdadeira essência da festa, que é profundamente enraizada na cultura afro-brasileira.
A campanha ‘Sem Racismo, o Carnaval Brilha Mais’, lançada pelo Ministério da Igualdade Racial, visa promover a conscientização sobre o racismo e as práticas ofensivas durante o carnaval. Com o intuito de mudar a percepção pública e coibir a apropriação cultural, a iniciativa se propõe a educar foliões sobre a importância de respeitar as identidades raciais. O carnaval, um espaço de celebração, deve ser também um momento de reflexão e respeito à diversidade cultural do Brasil.

