O governo do presidente Lula propõe o fim da escala 6×1, buscando melhorar a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores. A medida, no entanto, enfrenta forte oposição de setores empresariais, que alertam sobre os riscos à produtividade e à competitividade do Brasil. O debate se intensifica à medida que se aproximam as eleições, tornando-se um tema polarizador no cenário político nacional.
Líderes empresariais, como o presidente da Confederação Nacional da Indústria, expressam preocupações sobre as consequências econômicas da proposta, destacando a possibilidade de aumento de custos e redução do PIB. Em contrapartida, defensores da medida, incluindo o ministro-chefe da Secretaria-Geral, argumentam que os benefícios à saúde mental dos trabalhadores superam os riscos econômicos. A proposta também gera discussões sobre a adequação das jornadas de trabalho frente à demanda atual do mercado.
Com a entrada da máquina palaciana na discussão, há expectativa de que mais deputados se tornem favoráveis à proposta, especialmente em um ano eleitoral. A pressão para aprovar a mudança pode criar um ambiente conturbado, onde a popularidade da pauta se confronta com a resistência de segmentos do setor produtivo. As próximas semanas serão cruciais para determinar o futuro da legislação sobre a jornada de trabalho no Brasil.

