BaianaSystem em camarote de Salvador gera debate sobre Carnaval e inclusão

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

A apresentação do BaianaSystem em um camarote durante o Carnaval de Salvador, marcada para o dia 12 de fevereiro de 2026, reacendeu um debate sobre o espaço de artistas na festividade. As controvérsias giram em torno da presença da banda em um local que, segundo críticos, contrasta com suas letras de protesto e crítica social. Especialistas, como o professor Paulo Miguez, defendem que não há justificativa para proibir a banda de tocar em qualquer lugar, apontando que a indústria cultural exige que os artistas busquem visibilidade.

O debate destaca a complexidade do Carnaval, que se caracteriza pela diversidade de ritmos e estilos. Enquanto alguns defendem que a presença da banda em um camarote elitizado fere sua essência, outros acreditam que isso representa uma oportunidade de expandir sua mensagem e alcançar diferentes públicos. O guitarrista Beto Barreto, idealizador da banda, enfatiza que a estratégia visa amplificar a mensagem do grupo, mostrando que a crítica social deve ser ouvida em todos os espaços da sociedade.

As reações do público estão divididas, revelando um esforço contínuo para equilibrar tradição e inovação no Carnaval. A discussão também aponta para a necessidade de reparação histórica e financeira para artistas negros, como o BaianaSystem, que enfrentaram desvalorização. A presença da banda em um camarote não apenas provoca reflexão, mas também abre um espaço para que suas críticas sociais alcancem novas audiências, tornando o Carnaval um ambiente de transformação e inclusão.

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