Sanções dos EUA aprofundam crise econômica no Irã e na Venezuela

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

As sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos têm gerado efeitos devastadores nas economias do Irã e da Venezuela. Recentemente, o Irã enfrentou uma desvalorização de 50% de sua moeda e uma inflação oficial de 42% em 2025, impulsionando protestos populares. As medidas, que incluem restrições financeiras e comerciais, foram ampliadas após a guerra de 12 dias iniciada por Israel em setembro de 2025, dificultando ainda mais o acesso do Irã ao sistema financeiro internacional.

A economista Juliane Furno destaca que as sanções têm raízes que remontam a 1979, quando a Revolução Iraniana resultou na derrubada de um governo aliado dos EUA. As restrições atuais não só bloqueiam ativos do país, mas também proíbem o comércio com os EUA, o que agrava a crise econômica. Com a dependência das exportações de petróleo, que representam a maior parte da receita do governo, o impacto das sanções é significativo e leva a uma deterioração das condições de vida da população, com um aumento acentuado na pobreza e na desigualdade social.

Além dos efeitos econômicos, as sanções têm repercussões sociais profundas, conforme apontado por especialistas da ONU. A relatora Alena Douhan observa que a imposição de restrições comerciais está diretamente relacionada ao desempenho econômico do Irã, levando a uma redução drástica nas exportações de petróleo e à escassez de medicamentos essenciais. Com a pressão internacional crescente, os desdobramentos futuros dessas sanções podem intensificar a instabilidade social no Irã e na Venezuela, levantando questões sobre a eficácia e a ética dessa abordagem na política externa dos EUA.

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