Irã reporta 5.000 mortes em protestos; governo culpa forças estrangeiras

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O governo iraniano anunciou que ao menos 5.000 pessoas, incluindo 500 membros das forças de segurança, perderam a vida em decorrência dos protestos que eclodiram no país nos últimos 20 dias. As informações foram divulgadas no dia 18 de janeiro de 2026, por um porta-voz do regime, que preferiu permanecer anônimo, durante uma entrevista à agência Reuters. As manifestações, que inicialmente surgiram em resposta ao aumento de preços, rapidamente evoluíram para uma contestação mais ampla ao regime dos aiatolás, que governa o Irã há quatro décadas.

O porta-voz do governo iraniano acusou grupos armados de serem responsáveis pela violência e pelas mortes, sugerindo que forças externas, como Israel, estariam por trás dos protestos. Em resposta, o aiatolá Ali Khamenei responsabilizou o presidente dos Estados Unidos pela instigação da insurreição, afirmando que existe uma conspiração americana para prejudicar o Irã. Essa troca de acusações reforça a divisão entre o governo iraniano e as lideranças ocidentais, que criticam a repressão e o uso da força contra os manifestantes.

O impacto dessas manifestações pode ser significativo, não apenas para a estabilidade interna do Irã, mas também para suas relações internacionais. Com a contagem de mortos variando entre as estimativas oficiais e dados de grupos de direitos humanos, a situação permanece volátil. As consequências dos protestos podem afetar o cenário geopolítico da região, uma vez que a repressão violenta pode levar a uma escalada de tensões entre o Irã e suas potências ocidentais adversárias.

Compartilhe esta notícia