Nos últimos 15 anos, uma série de inovações tecnológicas transformou a experiência de ser humano em diversas partes do mundo. Com cerca de 70% da população global utilizando smartphones, esses dispositivos se tornaram essenciais, representando aproximadamente 95% dos acessos à internet. Atualmente, as pessoas passam quase metade do seu tempo acordadas diante de telas, especialmente os jovens em países desenvolvidos, onde essa média é ainda maior.
A história mostra que novas tecnologias frequentemente possibilitam novas formas de exploração. O fenômeno conhecido como ‘fracking humano’ exemplifica essa realidade, onde plataformas digitais extraem atenção humana de maneira comparável à extração de petróleo. Através de conteúdos viciantes e gerados por usuários, essas empresas criam um fluxo contínuo de atenção a ser monetizado, transformando a interação social em produto.
Esse modelo de negócios levanta questões sobre a ética da exploração da atenção e o impacto na saúde mental dos indivíduos. À medida que a sociedade se torna mais consciente dessa dinâmica, começa a se organizar para resistir a essas práticas. O futuro da interação digital pode depender da capacidade coletiva de redefinir o valor da atenção em um ambiente cada vez mais dominado por grandes empresas de tecnologia.

