Lula prioriza redução da jornada de trabalho em estratégia eleitoral

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O presidente Lula, em uma nova fase de sua campanha, anunciou a priorização da redução da jornada de trabalho, buscando atrair eleitores com uma proposta que promete melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. A iniciativa, que visa estabelecer uma jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso, foi revelada pelo ministro da Comunicação, que defendeu a mudança como um direito necessário para garantir dignidade e tempo para a família. No entanto, a proposta já enfrenta críticas de economistas que alertam para possíveis consequências negativas na economia, como a queda do PIB e aumento do desemprego.

A proposta de redução da jornada de trabalho já conta com duas iniciativas em tramitação no Congresso, uma delas do senador Paulo Paim, que sugere uma transição gradual de 44 horas semanais para 36 horas em quatro anos. Apesar do apoio de alguns parlamentares e das centrais sindicais, a medida gera controvérsias e divisões de opinião, especialmente entre entidades patronais que temem o impacto negativo nas pequenas e médias empresas. Os defensores da proposta argumentam que a redução pode ajudar a absorver mão de obra ociosa, enquanto os críticos apontam que a mudança sem criteriosa análise técnica pode resultar em demissões e comprometer a sustentabilidade das empresas.

Independentemente das dificuldades em sua implementação, a discussão em torno da redução da jornada de trabalho parece benéfica para a imagem do governo, especialmente em um ano eleitoral. A proposta, que ressoa com as aspirações da classe trabalhadora, poderá ser usada como um trunfo nas campanhas de Lula e aliados, mesmo que a viabilidade econômica da medida permaneça incerta. Assim, a estratégia do governo pode se consolidar não apenas como uma pauta legislativa, mas como uma ferramenta para fortalecer laços com o eleitorado.

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