Uso de IA por adolescentes para saúde mental gera preocupações com solidão

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Um estudo recente destaca o uso crescente de ferramentas de inteligência artificial por jovens como um meio para lidar com questões de saúde mental. Essas plataformas, como ChatGPT e Claude, têm sido adotadas como confidentes, com um terço dos adolescentes relatando que as interações com IA são mais satisfatórias do que com seres humanos. Contudo, essa dependência emocional levanta preocupações sobre o impacto na saúde mental e nas conexões sociais genuínas.

Embora a IA possa oferecer suporte em momentos de ansiedade e solidão, especialistas alertam que a falta de empatia real dessas tecnologias pode aprofundar o isolamento social. No Brasil, onde o acesso a serviços de saúde mental é limitado, o uso de IA pode ser uma solução temporária, mas também apresenta riscos significativos. A pesquisa indica que o país é um dos líderes na adoção de IA generativa, o que destaca a urgência de abordar as implicações desse fenômeno.

Os especialistas enfatizam a importância de debater a regulação do uso dessas tecnologias e a necessidade de fortalecer redes de apoio comunitárias. A relação com a IA deve ser pensada de forma crítica, para que não substitua o contato humano, essencial para o desenvolvimento emocional saudável. Promover cuidados efetivos em saúde mental é fundamental para evitar que a dependência de IA se torne uma barreira ao bem-estar social e psicológico dos jovens.

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