Manifestantes no Irã, incluindo Siavash Shirzad, expressaram um sentimento de traição após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, prometer apoio em caso de repressão violenta. Shirzad, um pai de 38 anos, decidiu participar das manifestações, ignorando os avisos da família, acreditando que a intervenção americana poderia mudar a situação. Contudo, a realidade se mostrou dura, com as autoridades iranianas respondendo com prisões em massa e brutalidade.
A confiança inicial dos manifestantes em um apoio externo se desfez rapidamente à medida que a repressão se intensificava. Para muitos, essa era a primeira vez que um presidente dos EUA havia prometido ajuda em uma situação tão crítica, gerando esperança em meio ao desespero. A brutalidade das autoridades, no entanto, minou essa confiança, deixando os protestos em um estado de vulnerabilidade.
As implicações desse desencanto são profundas, afetando não apenas a moral dos manifestantes, mas também a percepção internacional sobre a situação no Irã. A falta de apoio efetivo dos EUA pode levar a um aumento da repressão e a uma jornada ainda mais árdua para aqueles que lutam por mudanças. O futuro dos protestos permanece incerto, refletindo a complexidade da luta por liberdade em um ambiente opressivo.

