Delegados da Polícia Federal manifestaram preocupação com o inquérito relacionado ao Banco Master, classificando a situação como ‘manifestamente atípica’. Em uma nota divulgada no último sábado, a classe ressaltou indícios de que suas prerrogativas estão sendo indevidamente comprometidas sob a supervisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
A crítica, veiculada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, enfatiza a necessidade de uma atuação harmoniosa e cooperativa entre a PF e o STF. Os delegados destacam que medidas tomadas, como acareações e prazos restritos para buscas, ocorrem à margem do planejamento investigativo convencional, gerando preocupação sobre a eficácia e a imparcialidade da investigação em curso.
O desdobramento dessa situação poderá afetar a condução do inquérito e a relação entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal. A nota dos delegados sugere que a falta de respeito às prerrogativas legais da classe pode comprometer a elucidação completa dos fatos, levantando questões sobre a autonomia da investigação criminal no Brasil.

