No dia 17 de janeiro de 2026, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assinou no Paraguai um acordo comercial que marca um novo capítulo nas relações entre a União Europeia e o Mercosul. Este pacto, que leva mais de um quarto de século para se concretizar, é visto como uma resposta à crescente rivalidade global, especialmente com os Estados Unidos e a China, e pode ter implicações significativas para o comércio de recursos minerais, especialmente do Brasil.
O acordo, embora impopular entre alguns setores europeus, como ambientalistas e agricultores, é apresentado pela UE como uma estratégia para diversificar suas fontes de suprimento e reduzir a dependência da China. Com a criação de uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo, a parceria entre os 27 países da UE e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai poderá transformar o cenário comercial global, proporcionando acesso facilitado a materiais essenciais para a economia europeia.
As implicações do pacto são amplas, refletindo uma mudança no equilíbrio de poder nas relações comerciais. Com autoridades da UE avançando em outros acordos, a assinatura deste pacto sinaliza uma nova era de alianças estratégicas em um mundo onde a fragmentação econômica se torna cada vez mais evidente. O futuro do acordo, no entanto, dependerá da aceitação política e das reações dos setores que se opõem a ele.

