No último sábado, 17 de janeiro, o aiatolá Ali Khamenei, guia supremo do Irã, declarou que as manifestações em seu país são resultado de um ‘complô americano’. Ele enfatizou que os envolvidos nas manifestações devem ser ‘esmagados’, e responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas milhares de vítimas decorrentes da repressão a esses protestos, que têm sido os mais significativos em anos.
Khamenei, durante um discurso em um evento religioso, ressaltou que não pretende levar o Irã a uma guerra, mas que não hesitará em punir os ‘criminosos internos’ e também os ‘criminosos internacionais’. Ele argumentou que a intenção dos EUA é dominar o Irã novamente, a partir de um controle militar, político e econômico, numa tentativa de deslegitimar os protestos que surgiram em resposta à crise econômica no país.
As declarações do líder supremo ocorrem em um contexto de agitação social que já resultou em milhares de mortes, conforme relatado por grupos de direitos humanos. Com a repressão violenta e um bloqueio de internet, Khamenei e outros líderes iranianos intensificam a retórica contra os manifestantes, caracterizando-os como agentes de potências estrangeiras, o que pode agravar ainda mais a situação interna e as relações com o Ocidente.

