A vice-presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, figura na lista de ‘alvos prioritários’ da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) desde 2022. Essa classificação, destinada a pessoas com impacto significativo no tráfico de drogas, gera contradição com a postura do presidente Donald Trump, que a considera uma interlocutora essencial para a estabilização política do país. Essa dualidade na percepção reflete a complexidade das relações entre os EUA e a Venezuela.
Documentos obtidos pela Associated Press revelam que a DEA mantém um arquivo detalhado sobre Rodríguez desde 2018, incluindo alegações de tráfico de drogas e contrabando de ouro. Apesar de não haver acusações formais contra ela, seu nome está ligado a várias investigações que envolvem outros altos funcionários venezuelanos e até mesmo questões de lavagem de dinheiro. A situação é ainda mais complicada pela recente captura de Nicolás Maduro, que elevou Rodríguez a uma posição ainda mais visível na política internacional.
As implicações dessa categorização de ‘alvo prioritário’ podem afetar tanto a política interna da Venezuela quanto a relação do país com os Estados Unidos. Além disso, a continuidade das investigações da DEA sugere que as autoridades americanas estão atentas às movimentações de Rodríguez e suas ligações com o governo de Maduro. A situação continua em evolução, com o futuro de Rodríguez incerto, à medida que as tensões entre os dois países persistem.

