Portugal enfrenta eleição presidencial com possibilidade de segundo turno inédito

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

A eleição presidencial em Portugal, marcada para este domingo (18), pode resultar em um segundo turno pela primeira vez em 40 anos, em meio a uma intensa fragmentação política. Levantamentos recentes indicam que os principais candidatos, André Ventura, António José Seguro e João Cotrim de Figueiredo, estão em uma disputa acirrada, sem que nenhum deles alcance a maioria absoluta nesta primeira rodada.

A pesquisa mais recente, realizada pela Universidade Católica, revela que Ventura, líder do partido Chega, lidera com 24% das intenções de voto, seguido de perto por Seguro, com 23%. Outros candidatos, como Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo, também se destacam, cada um com cerca de 14%, refletindo uma competição acirrada e um eleitorado dividido. O segundo turno, se necessário, está agendado para 8 de fevereiro, marcando uma mudança significativa no panorama político do país.

Apesar de sua liderança nas pesquisas, Ventura enfrenta uma alta rejeição, com mais de 60% dos eleitores afirmando que não o apoiariam em um eventual segundo turno. Essa situação evidencia o desgaste dos partidos tradicionais e a crescente influência de novas forças políticas. O resultado da eleição pode ter implicações profundas para o futuro político de Portugal, ao mesmo tempo em que cerca de 11 milhões de eleitores, tanto no país quanto no exterior, se preparam para votar.

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