Portugal se prepara para uma eleição presidencial neste domingo (18), que pode levar a um segundo turno pela primeira vez em 40 anos. A disputa está acirrada, com pesquisas indicando que nenhum candidato deve conseguir a maioria absoluta na primeira rodada. André Ventura, do partido de ultradireita Chega, lidera as intenções de voto com 24%, seguido por António José Seguro, do Partido Socialista, com 23%.
A fragmentação política é evidente, com vários candidatos competitivos. João Cotrim de Figueiredo da Iniciativa Liberal e outros nomes como Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo também estão na corrida, cada um com cerca de 14% das intenções. A última eleição decidida em duas voltas ocorreu no período pós-ditadura, e a situação atual reflete o desgaste dos partidos tradicionais.
Caso se confirme a necessidade de um segundo turno, este está previsto para 8 de fevereiro. Apesar da liderança nas pesquisas, Ventura enfrenta um alto índice de rejeição, com mais de 60% dos eleitores afirmando que não votariam nele em um eventual segundo turno. O resultado da eleição terá impacto significativo no cenário político de Portugal, onde cerca de 11 milhões de eleitores estão aptos a votar.

