Repressão violenta no Irã gera desespero entre manifestantes e familiares

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

No dia 10 de janeiro, em Teerã, um homem presenciou um atirador disparando contra manifestantes, uma cena que quase lhe custou a vida. Ele relata ter ouvido disparos e visto pessoas caírem, enquanto a violência nas ruas se intensificava. Esse testemunho é parte de uma onda de repressão brutal em resposta a protestos no Irã, que deixou um rastro de mortes e feridos.

Kiarash, que agora vive na Alemanha, revive as memórias trágicas de sua visita ao país, onde encontrou corpos empilhados em necrotérios e uma atmosfera de medo e desespero. As autoridades iranianas implementaram um apagão da internet para ocultar a magnitude da repressão, dificultando a comunicação e a verificação de dados sobre as vítimas, que, segundo ONGs, podem ultrapassar milhares. O cenário é de um país em crise, onde a repressão se intensificou sob a justificativa de controle da ordem pública.

Apesar do clima de terror, alguns iranianos acreditam que novos protestos podem surgir, embora a esperança diminua a cada repressão. Kiarash e outros expressam a certeza de que nada voltará a ser como antes, refletindo uma mudança na percepção do regime e suas práticas. A situação continua a se desdobrar, com a diáspora iraniana ativando redes para receber notícias de seus entes queridos, enquanto o futuro permanece incerto.

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