Jovens brasileiros adotam coliving como nova forma de moradia

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Os jovens brasileiros estão redefinindo suas opções de moradia, com uma crescente adesão ao coliving, uma alternativa que combina espaços privativos com áreas compartilhadas. De acordo com uma pesquisa do DataZAP, 60% dos interessados nesse modelo são jovens em busca de segurança e conveniência, embora três em cada quatro brasileiros ainda não considerem essa opção. Essa tendência é mais pronunciada entre solteiros e sem filhos, que priorizam a independência e a qualidade de vida em suas escolhas habitacionais.

Os dados evidenciam que a localização e a segurança são fatores cruciais para os jovens, com 93% deles priorizando bairros seguros. Além disso, o coliving oferece vantagens como redução de custos fixos e acesso a serviços integrados, o que o torna atraente para aqueles que desejam residir em áreas centrais. Exemplos de iniciativas como o Urbano Coliving em Alagoinhas e o Infini Coliving em Jauá demonstram a viabilidade desse modelo, que atende a profissionais temporários e nômades digitais, respectivamente.

À medida que a demanda por coliving cresce, especialistas recomendam atenção à infraestrutura e à flexibilidade dos contratos. Essa nova forma de habitar não representa apenas uma solução habitacional, mas reflete os valores contemporâneos de mobilidade e compartilhamento. Para a geração atual, morar tornou-se uma experiência que vai além de ocupar um espaço, envolvendo a criação de conexões e uma nova forma de viver em comunidade.

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