Neste sábado (17), representantes do Mercosul e da União Europeia assinarão um acordo de livre comércio em Assunção, no Paraguai, após 26 anos de negociações. Com a aprovação de 27 países da UE, o tratado tem o potencial de integrar um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas. O Brasil, representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não contará com a presença do presidente Lula devido a compromissos de agenda.
O acordo estabelece a eliminação gradual de tarifas de importação para mais de 90% do comércio entre os blocos, afetando bens industriais e produtos agrícolas. Embora seja amplamente celebrado por governos e setores industriais, o tratado enfrenta críticas de agricultores europeus e ambientalistas preocupados com possíveis impactos na concorrência e no meio ambiente. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acredita que o texto final está alinhado à agenda ambiental, promovendo desenvolvimento sustentável.
Após a assinatura, o acordo será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais dos países do Mercosul. A expectativa é que a implementação ocorra gradualmente nos próximos anos, com um impacto potencial significativo nas exportações brasileiras, especialmente no setor agroindustrial. A previsão é que a parte comercial do tratado comece a ser sentida a partir do segundo semestre deste ano, caso as legislações sejam aprovadas.

