Nívia Estevam, 27 anos, deixou Belém em busca de uma vida melhor em Portugal, onde seu filho, José Lucas, de 10 anos, passou a sofrer agressões xenofóbicas na escola. Em novembro de 2025, um grupo de crianças atacou José, resultando em ferimentos graves que exigiram cirurgia e mudaram sua personalidade, tornando-o retraído. A mãe decidiu lutar por justiça após perceber que a violência era uma rotina frequente e que as autoridades escolares não tomavam providências adequadas.
O bullying que José enfrentava incluía agressões verbais e físicas, o que levou Nívia a questionar os responsáveis pela escola. Apesar de suas tentativas de relatar os abusos, a professora minimizou a situação. O ataque mais sério ocorreu quando José teve os dedos feridos ao ser trancado no banheiro, e a escola alegou que ele se machucou brincando, ignorando sua súplica por ajuda durante o incidente.
Após o episódio, a família se mudou para o sul de Portugal em busca de um novo começo. José agora recebe acompanhamento psicológico, mas os traumas permanecem. Nívia clama por mudanças nas políticas públicas de educação e inclusão, destacando a importância da Embaixada do Brasil na luta contra a intolerância, enquanto pondera sobre a possibilidade de deixar o país em busca de um ambiente mais seguro para seu filho.

