A infertilidade, que afeta cerca de uma em cada seis pessoas em idade reprodutiva, é definida pela incapacidade de engravidar após um ano de relações sexuais sem proteção. A condição atinge tanto homens quanto mulheres, com causas que variam de disfunções masculinas a fatores femininos. Em novembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou diretrizes inéditas com o objetivo de tornar o cuidado mais acessível e seguro em todo o mundo.
As novas diretrizes da OMS apresentam 40 recomendações para a prevenção e tratamento da infertilidade, abordando um problema reconhecido como uma questão de saúde pública. Especialistas ressaltam que o acesso ao tratamento é um dos principais desafios, devido aos altos custos associados, que muitas vezes recaem exclusivamente sobre os pacientes. No Brasil, os preços dos ciclos de reprodução assistida variam significativamente, o que limita o acesso da maioria da população aos serviços necessários.
Além de ressaltar a importância do acesso, os especialistas enfatizam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar que inclua suporte emocional para casais afetados. A implementação eficaz das recomendações da OMS pode não apenas ajudar a reduzir os casos evitáveis de infertilidade, mas também oferecer uma abordagem mais ampla e eficaz no tratamento dessa condição. Mudanças simples no estilo de vida, como dieta equilibrada e atividade física, podem ser fundamentais, especialmente para mulheres com condições como a síndrome dos ovários policísticos.

