Senadores e deputados mobilizam-se para pedir a suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a revelação de que seu cunhado, Fabiano Zettel, fez investimentos em um resort pertencente aos irmãos do magistrado. A situação gerou um clamor por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de investigar possíveis conflitos de interesse que envolvem Toffoli, que é criticado por sua atuação no caso que envolve o Banco Master.
A senadora Damares Alves, uma das vozes que clama pelo afastamento de Toffoli, expressou preocupação com a falta de transparência e a necessidade de uma investigação imparcial. Outros parlamentares, como Carlos Jordy, também questionam a integridade do ministro, destacando a complexidade do caso que envolve figuras de poder e suas relações no sistema. As discussões estão em andamento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que acompanha o caso.
As implicações desse caso são significativas, uma vez que a instalação da CPI poderia revelar uma rede de interesses que afeta a confiança pública nas instituições. A pressão por uma investigação imparcial reflete uma preocupação geral com a ética no Judiciário, especialmente em situações onde familiares de ministros são mencionados. Assim, a postura de Toffoli nos próximos dias será crucial para a continuidade das investigações e para a manutenção da credibilidade do STF.

