Em uma operação militar realizada pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, mais de 45 militares da Força Armada venezuelana perderam a vida na ação que resultou na derrubada do presidente Nicolás Maduro. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, confirmou os números em uma missa em homenagem aos mortos, revelando que o ataque também causou a morte de 32 cubanos que faziam parte da equipe de segurança de Maduro.
Padrino destacou que, ao todo, foram registrados 83 falecidos e mais de 112 feridos, incluindo membros da Força Armada Nacional Bolivariana. A vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina após o ataque, decretou sete dias de luto nacional em solidariedade às vítimas. O Exército venezuelano havia publicado anteriormente notas fúnebres de 23 militares mortos, entre eles, alunos da escola militar.
As consequências dessa operação são significativas, uma vez que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, agora enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York. Além disso, as autoridades venezuelanas estão trabalhando na identificação de restos humanos encontrados após a operação, conforme informado pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello. Este episódio marca um novo capítulo nas tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, com implicações profundas para a política interna do país.

