O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, prorrogou por 60 dias as investigações do inquérito 5026, que apura irregularidades na operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão foi tomada com base em um pedido da Polícia Federal, que está investigando o caso sob sigilo no Distrito Federal e que já apontou desvios que podem chegar a R$ 12 bilhões.
Além da prorrogação, Toffoli determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja intimada sobre a continuidade das investigações. As apurações indicam que a operação do Banco Master envolveu a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro, prometendo aos clientes retornos de até 40% acima da taxa básica do mercado, o que levanta sérias preocupações sobre a gestão financeira da instituição.
As autoridades investigam ainda a suposta participação de dirigentes do BRB no esquema, que já havia anunciado a compra do Banco Master no ano passado com a aprovação do governador do Distrito Federal. O Banco Central impediu a transação devido a irregularidades nos documentos apresentados pelo Master. Recentemente, a Polícia Federal lançou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que busca aprofundar as investigações sobre práticas de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

