PGR aguarda provocação para analisar suspeição de Toffoli

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 1 min.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) declarou que a avaliação sobre a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, na condução do inquérito do Banco Master ocorrerá somente se houver uma provocação formal. Até o momento, não foi apresentada nenhuma representação que justifique essa análise, resultando na ausência de movimentação sobre o tema na PGR.

A situação ganhou atenção após a revelação de que o cunhado de um banqueiro fez investimentos em um resort dos irmãos de Toffoli, levando parlamentares a pedirem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. Para eles, o ministro deveria se declarar impedido devido a um claro conflito de interesses, o que ele ainda não fez.

A PGR geralmente age apenas após solicitações de outros órgãos ou da sociedade civil, o que pode atrasar a análise do caso. Em circunstâncias semelhantes, como a investigação relacionada ao ministro Alexandre de Moraes, a PGR atuou apenas após uma representação formal, levando a arquivamento devido à falta de indícios concretos. Assim, a falta de provocação pode manter a questão em um limbo jurídico.

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