A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou que não considerará a análise sobre a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, na condução do inquérito do Banco Master, a menos que seja formalmente provocada. Até o presente momento, não houve qualquer representação que solicite essa análise, resultando na ausência de discussões relacionadas dentro da PGR.
A situação se intensifica em meio à revelação de que o cunhado de um banqueiro fez investimentos em um resort dos irmãos de Toffoli, o que levou alguns deputados e senadores a clamarem por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Esses parlamentares argumentam que o ministro deve se declarar impedido devido ao que consideram um claro conflito de interesses, o que poderia comprometer a integridade do inquérito em questão.
Embora a PGR tenha a possibilidade de agir de ofício, o procurador-geral, Paulo Gonet, normalmente age apenas após provocação. Em um caso semelhante, Gonet arquivou uma representação anterior por falta de provas concretas, o que levanta questões sobre como a PGR lidará com os novos pedidos e as pressões políticas que podem surgir na sequência.

