Julio Casares foi destituído da presidência do São Paulo após o impeachment aprovado no Conselho Deliberativo, com 188 votos a favor. A votação ocorreu na sexta-feira, com a participação de 223 conselheiros, sendo 168 presentes fisicamente e 55 online. O vice-presidente Harry Massis Júnior assume interinamente até que uma assembleia de sócios se pronuncie sobre a situação nos próximos 30 dias.
Durante a reunião, Casares se isolou com seus advogados e evitou contato com a imprensa, alegando ser alvo de acusações sem provas e não ter recebido ampla defesa. Os opositores justificaram o impeachment, enfatizando a insustentabilidade política de sua permanência, sem emitir julgamentos pessoais. A votação, que começou por volta das 20h30, foi marcada por protestos de torcedores do lado de fora do Morumbi, que exibiram faixas e caixões em repúdio à sua gestão.
Este impeachment ocorre em um contexto de escândalos que envolvem a gestão do clube, que está sob investigação pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. A votação, inicialmente prevista para ser apenas presencial, teve sua dinâmica alterada por uma decisão judicial que permitiu também votos online. A situação de Casares reflete tensões internas significativas no São Paulo, levantando questões sobre o futuro político do clube e a confiança de sua torcida.

