A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou o início de um estudo voltado à avaliação da inclusão de uma injeção semestral de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS). A confirmação ocorreu na sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, e a pesquisa utilizará o fármaco lenacapavir, da Gilead Sciences, que recentemente obteve aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa injeção subcutânea deverá ser administrada a cada seis meses para garantir a eficácia na prevenção do HIV-1.
O estudo, denominado ImPrEP LEN Brasil, será direcionado a homens gays, bissexuais, pessoas não binárias identificadas como do sexo masculino ao nascer e indivíduos transgêneros, com idades entre 16 e 30 anos. As doses do medicamento já foram fornecidas pela Gilead Sciences, mas o início das aplicações está condicionado à chegada de agulhas específicas ao Brasil. A Anvisa também especificou que a medicação é indicada para adultos e adolescentes a partir de 12 anos que estejam em risco de contrair o vírus, e um teste negativo para HIV-1 é pré-requisito para o tratamento.
A implementação deste estudo representa um avanço significativo na luta contra o HIV no Brasil, especialmente em um contexto onde a prevenção é fundamental. A inclusão da injeção no SUS poderá ampliar as opções de profilaxia e oferecer uma alternativa eficaz para grupos vulneráveis. Com a pesquisa em andamento, espera-se que as políticas públicas de saúde avancem, proporcionando melhores recursos para o combate à epidemia.

