A chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, está prestes a assinar um acordo com o Mercosul neste fim de semana, em um contexto marcado por protestos de agricultores europeus. Este pacto, que levou 25 anos para ser concluído, promete expandir as oportunidades de negócios, mas também suscita receios sobre o aumento do desmatamento e das emissões de carbono, especialmente nas florestas da América do Sul.
Embora a Comissão Europeia defenda que o acordo promove valores compartilhados e o desenvolvimento sustentável, especialistas em meio ambiente alertam que a realidade pode ser prejudicial. Os críticos apontam que o aumento do comércio de produtos agrícolas oriundos do Mercosul, como carne e soja, pode acelerar a degradação ambiental, contradizendo os compromissos climáticos da UE. Além disso, a eficiência das cláusulas de sustentabilidade do acordo tem sido questionada, pois muitas vezes não são juridicamente vinculativas.
As implicações deste acordo são complexas, pois, embora possa abrir novos mercados, também pode enfraquecer as normas ambientais da UE sob pressão da competitividade. Especialistas sugerem que o sucesso das promessas de sustentabilidade dependerá da fiscalização efetiva, uma vez que as cláusulas podem não ter a força necessária para garantir proteção ambiental. Assim, a questão se torna: será que o acordo realmente beneficiará o planeta ou apenas perpetuará práticas prejudiciais à natureza?

