Desigualdade extrema de riqueza gera crises políticas globais

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

George Monbiot, colunista do Guardian, aborda a inação dos governos em taxar os ultra-ricos, apontando essa falha como a raiz de diversas crises políticas contemporâneas. Segundo ele, a extrema concentração de riqueza nas mãos de poucos indivíduos, que representa apenas 0,001% da população global, é responsável por problemas como a ascensão de líderes polarizadores e a fragilidade de seus oponentes. No Reino Unido, por exemplo, cinquenta famílias detêm mais riqueza do que 50% da população combinada.

O autor se baseia em dados do World Inequality Report (WIR) de 2026, que revela como essa desigualdade afeta quase todos os países ao redor do mundo. A concentração de riqueza gera uma divisão crescente na sociedade, contribuindo para a polarização e dificultando a coesão social. Monbiot argumenta que essa situação é insustentável e demanda uma ação política imediata para reverter o quadro atual.

As implicações dessa desigualdade vão além da economia, afetando a estabilidade política e a saúde do meio ambiente. A necessidade de uma reforma fiscal que aborde a tributação dos ultra-ricos é urgente, pois a falta de ação pode levar a um colapso social ainda maior. Monbiot conclui que enfrentar essa questão é essencial para restaurar a confiança nas instituições e promover um futuro mais justo.

Compartilhe esta notícia