Com a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, o mercado brasileiro de vinhos está prestes a passar por mudanças significativas. Os consumidores poderão, a médio prazo, usufruir de rótulos importados a preços mais baixos, enquanto a competição para os produtores locais se intensifica. A previsão é de que a redução de impostos leve até oito anos para se concretizar completamente.
Embora manchetes sugiram quedas imediatas nos preços, a complexidade do sistema tributário brasileiro indica que as reduções não serão instantâneas. Hoje, os vinhos europeus enfrentam uma carga tributária que pode ultrapassar 40%, mas a eliminação gradual dos impostos proporcionará uma oportunidade para que rótulos importados cheguem ao Brasil com preços até 50% menores. Especialistas acreditam que tanto vinhos de entrada quanto os de alto valor se beneficiarão dessa nova estrutura tributária.
Para os produtores brasileiros, a situação é desafiadora, já que a tributação sobre vinhos locais é significativamente alta. A competição com vinhos importados, especialmente de países como Chile e Argentina, poderá prejudicar ainda mais sua participação no mercado. Contudo, o acordo pode ser um catalisador para a inovação e profissionalização do setor nacional, exigindo uma adaptação estratégica em resposta às novas dinâmicas de mercado.

