Ibovespa recua e abandona marca histórica de 165 mil pontos com temores sobre juros

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, o Ibovespa, índice de referência da B3, caiu e perdeu a marca histórica de 165 mil pontos, refletindo as apreensões do mercado em relação à alta da taxa de juros. O movimento se intensificou após a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de novembro, que registrou crescimento acima do esperado, gerando incertezas sobre a redução da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na abertura do pregão, o Ibovespa estava posicionado em 165.556,54 pontos, mas logo passou a apresentar queda, atingindo 164.500,40 pontos às 11h22.

O desempenho do IBC-Br, que cresceu 0,68% em novembro, levantou questionamentos sobre a continuidade da alta da Selic, atualmente em 15% ao ano. Especialistas, como Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos, indicam que a atividade econômica brasileira mostra sinais de resistência, o que pode dificultar uma queda mais imediata na taxa de juros. A valorização de até 1,5% nos preços do petróleo e o comportamento positivo dos índices futuros em Nova York inicialmente davam suporte ao Ibovespa, mas não foram suficientes para evitar a queda generalizada entre as ações.

As incertezas sobre a política monetária e o impacto no setor de consumo são preocupações centrais para os investidores. Com a Selic alta, empresas do varejo e de consumo enfrentam desafios, enquanto a volatilidade do mercado é acentuada pela avaliação de dados de produção da Petrobras e da indústria dos Estados Unidos. A situação atual sugere que o início de cortes na taxa Selic pode ser adiado, o que poderá afetar as expectativas de crescimento e os investimentos no país.

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