Na véspera da assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacaram a importância do pacto para a prosperidade global. O evento ocorrerá neste sábado, 17 de janeiro, em Assunção, capital do Paraguai, após mais de duas décadas de negociações. Lula, defensor do tratado, enfatizou sua relevância para o multilateralismo e a democracia.
O acordo, que envolve mercados que representam 30% do PIB mundial, promete criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e abrir novos mercados para o agronegócio brasileiro. Apesar do entusiasmo, o pacto enfrenta oposição significativa de agricultores europeus, que temem a competitividade de produtos do Mercosul, atribuída a normas de produção menos rigorosas. A resistência se intensificou com protestos em vários países, refletindo preocupações sobre o impacto no setor agrícola europeu.
A aprovação do acordo pela União Europeia em janeiro foi um passo crucial antes da assinatura. Embora cinco países tenham votado contra, a autorização do Conselho Europeu permitiu que as negociações avançassem. O sucesso do tratado poderá redefinir as relações comerciais entre os blocos, mas a resistência contínua pode complicar sua implementação e aceitação entre os agricultores europeus.

